Nosso Trabalho

O trabalho da Laço é constituído por:
Atendimento clínico psicanalítico, psiquiátrico, reuniões clínicas diárias, grupos de estudo, seminários e oficinas.

Clínica:

A escuta tem orientação psicanalítica. A Laço participa na formação de estagiários de psicologia da PUC Minas e de médicos residentes do Hospital Raul Soares, contando com sua contribuição no atendimento.

Oficinas:

  • Possibilitam que os participantes, durante as atividades, encontrem seu lugar na instituição, como também tenham condições de assumir e se responsabilizar pela própria estabilização. Podem também contribuir na estabilização de outros;
  • Estimulam relacionamentos e dão acesso a construções culturais nas diversas formas de expressão e de produção;
  • Promovem a inclusão social dos participantes.

Proposta Inovadora: Diferentemente de centros de tratamento de Saúde Mental, a Laço funciona aberta para toda a população e não somente para os portadores de sofrimento psíquico. Não há tutela ou protecionismo aos pacientes psiquiátricos.

Sistema de trocas: Cada participante é convidado a retribuir pelo que recebe oferecendo algo em troca, como: estórias, piadas, poesias, músicas, receitas culinárias, plantas, desenhos, alimentos, serviços, entre outras coisas, que podem ser utilizadas pelo grupo. Cada beneficiado deve se tornar um colaborador.

Atitude Participativa: A oficina de bordado foi criada por uma paciente que convidou crianças da comunidade “que cheiravam cola na rua” para bordar. Outro paciente morador de rua sustentou a proposta de fazer um livro com as estórias que eram contadas por eles. Ele promoveu na “rádio Favela” apresentações das mesmas.

Produções: os “fazeres” podem proporcionar oportunidade de aprendizado, compartilhamento, criam laços, levando inclusive à geração de renda.

“Melhorou a vida para mim. Eu dormia o dia todo, tomava remédio, e não fazia nada. Fiquei dez anos sem fazer nada. Na oficina eu aprendi muita coisa que eu não sabia, a cabeça melhorou para outras coisas. Agora eu invento coisas de dentro de mim… Quero aprender a ler e escrever mesmo tendo 55 anos”. Luiz Bento, esquizofrênico, sanfoneiro.

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